Entre o Portugal 2030 e o Plano de Recuperação e Resiliência, não faltam oportunidades para as empresas obterem apoios ao investimento. Mas como escolher o programa mais adequado? E como preparar uma candidatura de sucesso, que garanta a taxa máxima de incentivo a fundo perdido e permita às empresas investirem com mais confiança e menos risco?
Apoios ao investimento produtivo: o Inovação Produtiva em destaque
Na primeira parte da sessão, conduzida por José Pedro Baptista, Senior Project Manager na Estrategor, destacou-se o Inovação Produtiva, um dos sistemas de incentivos mais relevantes do Portugal 2030 para empresas industriais. Este apoio financia até 60% dos investimentos de projetos que permitam:
• Aumentar a capacidade produtiva;
• Ou criar novas unidades de produção.
O apoio a receber depende da localização e dimensão da empresa, mas também da qualidade do projeto. Não obstante, o Inovação Produtiva é uma oportunidade estruturante para quem pretende crescer com menor risco financeiro e maior capacidade de inovação. Outro tema que despertou grande interesse foi o Regime Fiscal de Apoio ao Investimento (RFAI), principalmente quando o nosso consultor referiu que este Benefício Fiscal podia ser complementar aos apoios financeiros do Portugal 2030. Na prática, o RFAI permite reduzir o IRC a pagar com base nos investimentos realizados em máquinas, equipamentos e obras produtivas. É, portanto, um regime fiscal muito vantajoso que, ainda assim, poucas empresas aproveitam em pleno.
A digitalização e a internacionalização no Portugal 2030
A segunda parte da sessão ficou a cargo de José Miguel Lopes, Strategy Consultant na Estrategor, que abordou um conjunto de incentivos focados na capacitação das empresas, na digitalização de processos e na expansão internacional. Destacamos, por isso, três ideias essenciais da sua intervenção:
• O Qualificação das PME, cujas candidaturas abrirão brevemente é o programa mais transversal do Portugal 2030, que apoia investimentos em digitalização, eficiência interna, certificações, propriedade industrial, cibersegurança e até a contratação de novos colaboradores qualificados.
• É crucial aumentar o investimento em práticas ESG — não só são cada vez mais procuradas no mercado internacional, como também contribuem para a valorização das candidaturas.
• O Internacionalização das PME é o programa cujas candidaturas já estão abertas e é uma oportunidade para obter apoio ao investimento em feiras internacionais, estratégias de marketing digital, ações de prospeção comercial, entre outros.
Esta perspetiva complementou a visão produtiva apresentada no início da sessão, mostrando que a competitividade das PME resulta de um equilíbrio entre capacidade produtiva, eficiência interna e abertura a novos mercados.
Um momento de proximidade e partilha entre empresas e consultores
A sessão ficou marcada pela participação ativa dos empresários presentes, que colocaram questões e partilharam desafios sobre investimento, modernização industrial, digitalização e crescimento internacional. Este diálogo é fundamental: desde a renovação de equipamentos até à preparação para novos mercados, quanto melhor conhecermos as preocupações das empresas melhor conseguiremos orientá-las para os apoios que realmente respondem às suas necessidades. E o que vem a seguir? Continuar ao lado das empresas! Depois destas sessões a Estrategor vai continuar a dinamizar eventos presenciais e online para esclarecer as principais dúvidas dos empresários sobre apoios ao investimento, abordando temas como, por exemplo:
• Apoios ao investimento produtivo;
• Benefícios fiscais;
• Digitalização e competitividade;
• Internacionalização;
• Sustentabilidade e inovação.
Quer saber como pode aproveitar os fundos europeus e obter apoio financeiro do Portugal 2030?
Se a sua empresa está a planear investir em novas máquinas e equipamentos, digitalização de processos ou entrada em novos mercados, fale connosco. Ajudamos a identificar o melhor apoio e a preparar uma candidatura competitiva!