Um projeto PIN apresenta forte potencial de inovação, está vocacionado para a exportação e é capaz de gerar impacto relevante na criação de emprego e no crescimento da economia nacional. Mas obter este estatuto é exigente, como já falámos aqui.
Projetos de grande dimensão enfrentam, muitas vezes, um obstáculo comum: a complexidade dos processos administrativos. Entre licenciamentos demorados, múltiplas entidades envolvidas e exigências legais, há processos que podem atrasar significativamente a execução de um investimento, mesmo quando este tem forte impacto económico para o país.
O estatuto de Potencial Interesse Nacional (PIN) ajuda a mitigar estes entraves. No entanto, nem todos os projetos conseguem beneficiar deste reconhecimento… e muitos acabam por falhar por erros evitáveis. Vamos conhecê-los?
Projeto PIN: o que é?
Falamos de projetos reconhecidos com o estatuto de Potencial Interesse Nacional, que, muitas vezes, são promovidos por capital estrangeiro e estão sujeitos a diversas obrigações e normativos legais, sobretudo ao contato com múltiplas entidades públicas. O estatuto PIN garante a estes projetos de investimento um sistema de acompanhamento permanente com o objetivo de assegurar uma execução rápida, com celeridade ao nível de licenciamentos, autorizações ou aprovações.
É a Comissão Permanente de Apoio ao Investidor (CPAI), composta por entidades da administração pública, que promove esta agilização de procedimentos. A CPAI acompanha a tramitação administrativa de projetos de investimento que, pelas suas características, possam assumir uma importância relevante para a dinamização da economia nacional.
A monitorização da CPAI visa, então, assegurar um acompanhamento de proximidade de todos os projetos PIN, permitindo a superação de eventuais bloqueios administrativos para garantir uma resposta célere em termos de licenciamentos, autorizações ou aprovações da competência da administração central e local.
Quais são os requisitos do estatuto PIN?
São reconhecidos como PIN os projetos que preencham, cumulativamente, os seguintes requisitos:
- Representem um investimento global igual ou superior a 25 milhões de euros;
- Criem um número de postos de trabalho diretos igual ou superior a 50;
- Possuam comprovada viabilidade económica;
- Sejam suscetíveis de adequada sustentabilidade ambiental e territorial;
- Sejam apresentados por promotores de reconhecida idoneidade e credibilidade.
Posto isto, vamos, então, conhecer os erros mais comuns de um projeto PIN e as soluções para evitá-los.
5 erros mais comuns de um projeto PIN (e como evitá-los)
1. Assumir que basta cumprir os critérios “mínimos”
Um dos erros mais frequentes é olhar para os critérios como uma checklist simples:
- 25 milhões de investimento
- 50 postos de trabalho
- Alguma componente de inovação
No entanto, mais do que critérios, o reconhecimento PIN resulta de uma avaliação qualitativa, isto é, da qualidade do projeto como um todo. Um projeto PIN deve demonstrar, de forma clara e fundamentada, o seu impacto na economia nacional, respondendo a questões como:
- Qual o impacto no tecido económico?
- Que efeito terá nas exportações?
- Que valor acrescentado cria?
2. Subestimar a importância do enquadramento estratégico
Muitos projetos são tecnicamente bons, mas um projeto PIN consegue demonstrar:
- Ligação à estratégia da empresa;
- Enquadramento em prioridades nacionais ou regionais;
- Contributo para inovação ou sustentabilidade.
Ou seja, estes projetos de investimento reforçam a estratégia de crescimento, não só da empresa, mas também do território onde se inserem, especialmente ao nível de exportação, transição energética e inovação.
3. Apresentar um dossier incompleto ou pouco estruturado
Outro erro crítico é tratar o processo como meramente administrativo.
O dossier de um projeto reconhecido com o estatuto PIN deve incluir:
- Informação económica e financeira consistente;
- Descrição detalhada do projeto;
- Evidência de viabilidade;
- Clareza na estrutura.
Dossiers pouco claros ou inconsistentes, com dados incoerentes ou sem estruturação, reduzem significativamente a probabilidade de aprovação.
4. Não antecipar a complexidade do processo
Apesar de acelerar procedimentos, o reconhecimento PIN não elimina exigências legais. Assim, os projetos continuam sujeitos a licenciamentos ambientais, autorizações e regulamentação específica, contando com um gestor de processo que empreende os esforços necessários para esclarecer e concertar posições (e expetativas) entre as diferentes entidades envolvidas.
5. Não articular o PIN com benefícios fiscais e incentivos
Este é um erro estratégico e que encontramos em muitos projetos de investimento. Quando bem estruturado, um projeto PIN pode obter:
- Benefícios Fiscais Contratuais ao Investimento Produtivo (dedução em IRC das aplicações relevantes);
- Incentivos financeiros no âmbito do Portugal 2030 (como apoio a fundo perdido para uma parte relevante das despesas);
- E outros mecanismos de apoio ao investimento.
Se esta articulação for pensada desde o início, o estatuto PIN torna-se também numa estratégia de otimização financeira e fiscal.
A Estrategor é recomendada pela AICEP para acompanhar projetos PIN
Posto isto, é notório que um bom projeto PIN traduz clareza estratégica e planeamento financeiro e fiscal. No fundo, trata-se de um estatuto que pode fazer a diferença entre um investimento bloqueado ou um projeto executado com rapidez e previsibilidade.
Com mais de 30 anos de experiência em projetos de investimento e incentivos, a Estrategor é uma entidade recomendada pela AICEP para o acompanhamento de projetos PIN, com provas concretas na capacidade de preparação, rigor e implementação dos investimentos.
Na Estrategor, apoiamos empresas em todas as fases do processo, desde o enquadramento inicial até à aprovação e articulação com benefícios fiscais e incentivos financeiros.
Fale connosco e perceba como dar prioridade ao seu projeto PIN.