Se a sua empresa está a investir em equipamentos, instalações ou melhoria de processos, há um benefício fiscal em 2026 que pode estar a passar despercebido. Ou, se já o conhece, é muito provável que não esteja a aproveitar todo o seu potencial. Até porque muitas empresas assumem, à partida, que não são elegíveis ou que já deduziram todos os investimentos elegíveis, acabando por pagar mais IRC do que seria necessário.
Uma dessas oportunidades é o RFAI.
Também conhecido como Regime Fiscal de Apoio ao Investimento, este benefício fiscal permite deduzir no IRC uma parte significativa dos investimentos realizados, reduzindo diretamente o valor de imposto a pagar. Na prática, funciona como um incentivo ao investimento produtivo, já que compensa as empresas que investem tanto na criação de novas unidades, como também as que aumentam a sua capacidade de produção.
E, se pensa que o RFAI apenas se aplica a grandes projetos ou à compra de máquinas e equipamentos, vamos dar-lhe boas notícias.
Quem pode beneficiar deste benefício fiscal em 2026?
Uma das ideias mais comuns (e erradas) sobre o RFAI é que se destina apenas a grandes empresas ou a grandes projetos.
Na realidade, podem aceder a este benefício fiscal empresas de qualquer dimensão, desde que se insiram num destes setores:
- Indústria extrativa e transformadora (CAE 05 a 33)
- Turismo (CAE 55, 56, 77210, 90040, 91041/42, 93110/210, 93292/93 e 96040)
- Audiovisual e multimédia (CAE 58 e 591)
- Tecnologias da informação (CAE 62 e 631)
- Atividades de investigação científica e de desenvolvimento (CAE 72)
- Serviços administrativos e de apoio às empresas (CAE 82110 e 82910)
Como vê, o acesso ao RFAI não depende da dimensão da empresa nem do setor, mas do tipo de investimento.
Que investimentos são elegíveis para o RFAI?
Como referimos, este benefício fiscal não se aplica apenas à compra de máquinas ou equipamentos produtivos, mas também a investimentos que permitam ampliar ou modernizar instalações, melhorar a capacidade de produção ou, quanto muito, torná-la mais eficiente.
Falamos de, por exemplo, de:
- Ativos fixos tangíveis novos e afetos à exploração;
- Ativos intangíveis, como aquisição de direitos de patentes, licenças, know-how e conhecimentos técnicos não protegidos;
- Custos salariais com a contratação de novos colaboradores qualificados com grau de mestrado ou doutoramento.
Uma das vantagens deste benefício fiscal é o facto de não precisar de uma candidatura, como o SIFIDE, sendo apenas aplicado em sede de IRC. Assim, ao usufruir deste benefício fiscal em 2026 a sua empresa pode deduzir custos com investimentos já realizados ou que esteja a realizar, sem aprovação prévia, apenas com um correto enquadramento técnico e fiscal.
Quanto pode recuperar com este benefício fiscal em 2026?
O RFAI permite deduzir uma percentagem do investimento ao IRC, que pode ir até:
-
30% para investimentos até 15 milhões de euros;
-
10% para montantes superiores ou nas regiões elegíveis de Lisboa e Península de Setúbal.
A par deste crédito fiscal, as empresas podem ainda obter:
- Isenção ou redução de IMI (por um período até dez anos);
- Isenção ou redução de IMT;
- Isenção de Imposto do selo.
O RFAI é relevante para a sua empresa?
Apesar do seu potencial, muitas empresas não recorrem ao RFAI por três razões principais:
1 – Assumem que não são elegíveis;
2 – Associam o RFAI a projetos grandes ou complexos;
3 – Nunca analisaram os investimentos já realizados.
Por isso, se a sua empresa investiu em novos equipamentos, na melhoria das instalações ou de processos, bem como novos colaboradores qualificados, em 2026 tem uma oportunidade para pagar menos IRC.
Na Estrategor, apoiamos empresas de todo o país desde a análise de elegibilidade ao enquadramento dos investimentos e preparação e aplicação do benefício fiscal em 2026.
Fale connosco para saber como usufruir desta oportunidade!

